“Nosso primeiro Pai, sumo, supremo,
a sós foi desdobrando a si mesmo
do caos obscuro do começo.

As celestes plantas dos pés,
o breve arco do assento,
a sós foi desdobrando, ereto,
do caos obscuro do começo.

O lume de seus olhos-de-céu,
os divinos ouvidos,
as palmas celestes arvorando o cetro,
as mãos celestes com os brotos floridos
abriu Ñamanduî, desabrochando
do caos obscuro do começo.

Sobre a fronte do deus
as flores do cocar
– olhos de orvalho.
Entre as corolas do cocar sagrado
o Colibri, pássaro original,
pairava, esvoaçante.”

Trecho do primeiro canto“Os primitivos ritos do colibri”, do Povo Mbyá-Guarani, e tradução de Josely Vianna Baptista, em seu livro Roça Barroca.

Fotos: pequena Sarah e o Colibri, Raiz das Imagens: Cinema-Ação Etapa Xavante, aldeia Guadalupe, Reserva de São Marcos, MT. Agosto de 2013. Por Jade Rainho.

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Autor: Jade Rainho

Poeta, Pesquisadora e Documentarista Audiovisual / Poet, Researcher and Documentary Filmmaker from Brazil – jaderainho@gmail.com

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