Hoje eu sou negra, linda, visto dourado radiante e entrego sorriso vasto. Me chamo Mãinha: baiana que criou os filhos fazendo acarajé e agora é mãe de muitos outros, de várias partes do mundo, que acolhe com muita alegria e amorosidade no Centro Cultural Bispo, Pelourinho.

Tive a graça de passar este dia 20.11 em Salvador, na Praça da Sé, conhecendo e aprendendo muito com o modo de ser e sentir a vida desta baiana maravilhosa. Acompanhamos a lavagem da imagem de Zumbi dos Palmares, encontramos outras baianas e dançamos muito reggae. Conversamos sobre resistência, felicidade e como tudo que existe vem da mesma fonte. Ganhei turbante de proteção na cabeça e muito orgulho de ser caminhante de coração aberto e colorido. Agora tenho em nós esta imagem infinita dela, cantando alto e forte: “Negro é a raíz da liberdade”.

Gracias a la vida!