“Las cosas que se van no vuelven nunca,
todo el mundo sabe,
y entre el claro gentío de los vientos
es inútil quejarse.
Verdad, chopo, maestro de la brisa?
Es inútil quejarse!

Sin ningún viento,
hazme caso!
gira, corazón;
gira, corazón.

(Garcia Lorca)

“Nosso primeiro Pai, sumo, supremo,
a sós foi desdobrando a si mesmo
do caos obscuro do começo.

As celestes plantas dos pés,
o breve arco do assento,
a sós foi desdobrando, ereto,
do caos obscuro do começo.

O lume de seus olhos-de-céu,
os divinos ouvidos,
as palmas celestes arvorando o cetro,
as mãos celestes com os brotos floridos
abriu Ñamanduî, desabrochando
do caos obscuro do começo.

Sobre a fronte do deus
as flores do cocar
– olhos de orvalho.
Entre as corolas do cocar sagrado
o Colibri, pássaro original,
pairava, esvoaçante.”

Trecho do primeiro canto“Os primitivos ritos do colibri”, do Povo Mbyá-Guarani, e tradução de Josely Vianna Baptista, em seu livro Roça Barroca.

Fotos: pequena Sarah e o Colibri, Raiz das Imagens: Cinema-Ação Etapa Xavante, aldeia Guadalupe, Reserva de São Marcos, MT. Agosto de 2013. Por Jade Rainho.

A Exposição Nu-Instante “Água” dos maravilhosos amigos do Amoràterra na Casa Jaya, em São Paulo, está aberta até o fim deste mês de março. Participo com sensações e versos que também fazem parte da revista do Núcleo Poesia Transvista Amoràterra.
Quem estiver por SP, é uma bela oportunidade de conhecer este lar especial e conferir o trabalho desta família gigante e profundamente sensível : )
Alegria imensa estar com vocês!
Poesia de águas e encontros,

Pois é sempre afluente este rio que nos oceana

Das cachoeiras do Vale do Matutu, Minas Gerais, as Águas surgem como um acalento materno que integra e funde o corpo só…

Posted by Renata Brandolizi on Wednesday, March 5, 2014